Conceito de Prevenção de Perdas

Conceito de Prevenção de Perdas

Em um conceito geral, perdas é tudo que se compra ou se produz, mas, por interferência de causas, conhecidas ou não, deixam de ser devidamente comercializado de forma lucrativa. Carlos Eduardo Santos – Portal Prevenir Perdas.

Dentro desse conceito existem diversos tipos de perdas, Perdas de Estoque, Perdas Financeiras, Perdas Administrativas, Perdas Comerciais e Perdas de Produtividade. Mas o mais importante é transformar e talvez até adequar esse conceito a sua realidade.

O maior vilão do profissional e do departamento de prevenção de perdas é achar que, se foi feito pela empresa de fulano vai funcionar na empresa de beltrano, existem diversos fatores que conspiram contra, como por exemplo: tamanho da empresa, quantidade de lojas, cidades onde estão situadas, publico alvo, nível de conhecimento dos colaboradores, sem falar na tecnologia, que o valor de investimento varia muito dependendo do tamanho da empresa.

No entanto digo que a grande dificuldade da prevenção de perdas é quebrar paradigmas, é mudar a cultura de uma empresa, e pra isso é necessário a Integração entre as Áreas da Empresa. Não é tarefa fácil convencer outros departamentos da organização sobre a sua importância, podemos atuar na logística, contabilidade, comercial, financeiro, marketing, operações, Rh e etc.

Um exemplo acontece em um Supermercado onde o profissional de prevenção de perdas, encontra falhas na exposição e no armazenamento de queijos, então o mesmo vai até o encarregado de frios, e o orienta com o procedimento correto, é importante que nesse momento a conversa seja entre o encarregado do setor, o gestor da loja e o profissional de prevenção.

A importância de não chamar a atenção do encarregado na frente de seus liderados é justamente instruir, e não advertir o chefe, fazendo com que ele não tenha a imagem abalada diante da equipe, pois se isso ocorre, ele vai ficar chateado e será o primeiro a prejudicar o setor de diversas maneiras, principalmente com a sua equipe.

Outro caso que me recordo bem, foi quando orientamos o encarregado do açougue a expor em embalagens a vácuo alguns produtos como picanha e file mignon, fomos logo chamado de loucos, e o gestor da loja na época propôs a ele que testasse, após o primeiro fim de semana já se viu uma diferença, a carne tinha vendido quase 70% a mais, no fim do mês, tínhamos vendido mais picanha e file de que em qualquer época do ano. Nesse caso alem de aumentar as vendas, aumentou também o lucro, pois dois fatores foram preponderantes nesse momento, o preço da carne que foi ajustado e teve aumento de 20% e a redução das perdas, já que como a carne estava em embalagem especifica ficava mais fácil a identificação no PDV, dificultando à tão famosa troca de etiqueta, por parte dos clientes.

Como conseguimos aumentar a margem dessa maneira e mesmo assim vender mais, primeiro pela qualidade das embalagens, segundo pelo local escolhido para a exposição, que foi justamente ao lado da picanha argentina.

Ainda vamos falar muito sobre o tema e quero aos pouco não só abordar os conceitos, processos e demais assuntos técnicos, mas trazer exemplos que vivenciamos em nosso dia a dia.

 Espero que tenham gostado um abraço a todos, não se esqueçam de deixar comentários e compartilhar nossos artigos.

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