Importância da Segurança Alimentar na Prevenção de Perdas

Importância da Segurança Alimentar na Prevenção de Perdas

Como a função de Prevenção de Perdas é identificar as causas que influenciam diretamente no resultado da empresa, fica claro que todos os processos que influenciam na produção, transporte, recebimento, estocagem, manipulação e comercialização dos alimentos estarão profundamente ligados ao resultado final.

O papel do responsável pela Prevenção de Perdas é diversificado e a cada dia sua atuação no sentido de reduzir as perdas é mais importante, através de ações corretivas e preventivas, podemos citar no âmbito da segurança alimentar: A recepção dos produtos, aferição de temperatura, auditoria da carga, higiene e qualidade, data de validade, transporte até o depósito especifico, armazenagem específica, exposição dos produtos no salão de loja etc.

Cada etapa precisa ser acompanhada por uma equipe capacitada, pois estarão verificando o desempenho de especialistas, ou seja, colaboradores que atuam na área há muito tempo possuindo conhecimento técnico e bom poder de argumentação.

A área de alimentos perecíveis não permite que a tomada de decisão seja lenta ou demorada, assim vamos planejar e agir baseado sempre em: Processos, Tecnologia e Pessoas.

Investimento em Segurança Alimentar

Os setores de produção, transporte, estocagem e comercialização de alimentos demandam em cuidados extras, necessitando de atenção redobrada quanto à questão da higiene ambiental/pessoal e demais procedimentos operacionais baseados nas Boas Práticas, só assim poderão garantir a excelência desejada junto ao consumidor final.

Um ambiente como este deve exigir que os profissionais estejam capacitados, não se esquecendo da disciplina que é peça fundamental. Para tal é necessário um bom profissional da área de segurança alimentar, pois a capacitação é continua.

Esse é o desafio das empresas que, além de enfrentar a necessidade de inovação constante numa área dominada por multinacionais, precisam criar e manter no ambiente de trabalho a cultura das Boas Práticas de Fabricação/Manipulação, incentivando a aplicação diária das mesmas.

“Qualquer perda percebida, seja por qualquer tipo de erro ocorrido, implica em altos custos e baixa lucratividade” (Ribeiro, 2002).

Gomes e Sales (1997) colocam que não é proibido gastar, mas sim gastar mal.

Os investimentos em segurança alimentar devem ser baseados em respostas, no mínimo, para os seguintes questionamentos:

  • De onde vem à matéria prima utilizada, e como/onde é produzida?
  • Quem fornece e como é transportado?
  • Existe verificação no recebimento?
  • Existe programa de auditoria para fornecedores?
  • Existe verificação no armazenamento?
  • Os novos colaboradores são capacitados antes de iniciarem suas funções?
  • Os colaboradores/hierarquia são capacitados e passam por atualizações periódicas?
  • Existe responsável técnico na área alimentar?
  • Existe verificação/acompanhamento de aplicação diária das Boas Práticas e solução para as oportunidades identificadas?
  • Existe cronograma de manutenção preventiva?

Assim um bom planejamento estratégico deve contemplar investimentos em:

  • Capacitação continua de todos os colaboradores e hierarquia;
  • Atualização tecnológica;
  • Manutenção Preventiva dos Equipamentos e Estruturas;
  • Atualização contínua dos Procedimentos Operacionais Padronizados;
  • Acompanhamento diário dos Procedimentos Operacionais Padronizados.

A famosa frase: temos que pensar estrategicamente no varejo, hoje é realidade, não podemos ter visão e pensamento operacional, uma visão de cima do negocio conhecendo todas as deficiências e com isso desenvolvendo ferramentas para cada uma. Pense estrategicamente!

Um abraço a todos!

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