Planejando um CFTV – Parte 1

Planejando um CFTV – Parte 1

Quem de nós nunca teve um sinistro em sua loja e tentou identificar e a imagem distorceu, é tipo no seu estacionamento um cliente ao entrar bate em outro veiculo, claro ao perceber ele vai logo embora e você fica na saia justa, onde o cliente quer teve o carro danificado que uma explicação e principalmente precisa que alguém assuma a responsabilidade.

Justamente no momento do zoom a imagem distorce e você não consegue identificar a placa do carro, isto é falta de planejamento e antes de planejar você deve saber sobre o que vai planejar, é justamente para este fim que escrevo, teremos algumas dicas valiosas para você planejar o seu CFTV e não passar por este tipo de situações.

Primeiramente não compre projetos prontos por consultorias da área de segurança que já chegam a sua loja com tudo prontinho. Um projeto é realizado por um determinado plano e concerteza não foi o seu que o mesmo teve como principio.

“Faça primeiro um planejamento e através desse plano você chegara ao projeto”

Você deve conhecer bem o local onde serão alocadas as câmeras, pois do contrario poderá existir problemas de posicionamento. É importante que as câmeras não sejam instaladas e direcionadas antes das gôndolas, já vi muitos casos onde as câmeras foram instaladas antes do posicionamento das gôndolas e surgiu o retrabalho, pois tivemos que posicionar novamente já que algumas gôndolas ficaram justamente em frente às câmeras.
No plano identifique qual o tipo de câmera ideal para cada ambiente, temos vários tipos de câmeras em mercado: Câmeras Fixas como a Box (parece uma caixa); Dome (formato de bolha) e Encapsulada (esta dentro de uma caixa protetora). Câmeras Móveis como a Slow Dome (com formato bolha que pode ser movimentada, tem poucos recursos, baixa mobilidade e sem falar que tem pouco zoom); Speed Dome (possui alta velocidade horizontal, zoom elevado e vários ajustes); Pan-tilt (é muito utilizada pelas operadoras de estradas, fica dentro de uma caixa protetora).

Outra informação importante é que temos as Câmeras Analógicas e Câmeras IP, de forma simples as analógicas tem o sinal de vídeo gerado sem compactação, já as Câmeras IP o sinal é processado e transformado em sinal digital, ou seja, as Câmeras IP transforma o sinal de vídeo em digital.

É importante saber que as Câmeras Analógicas possuem grande facilidade de envio das imagens porem com baixas resoluções, usa cabeamento coaxial que possui fatores complicantes, como dificuldades no manuseio do mesmo, difícil gerenciamento e principalmente baixa isolação contra interferências, podem ser gravados com DVRs ou PCs gravadores visualizam com qualidade razoável porem gravam em baixa resolução.
Os DVRs (Digital Vídeo Record) são equipamentos específicos e dedicado a este fim, já vem equipado com placas e software de monitoramento, ou seja, ele é conectado diretamente no monitor e demais periféricos substituindo o PC.

As Câmeras IP possibilitam grande facilidade e mobilidade na instalação além de não terem um limite com relação à resolução que elas podem atingir o cabeamento por ser tratado de um ambiente de rede, possibilita manobras disponibilizando varias rotas possíveis de receber o sinal de uma câmera usam cabos UTP o que possibilita o uso de protocolos de transmissão de dados TCP/IP. Existe também o Storages que gravam uma grande quantidade de vídeos com altíssima resolução com inúmeras possibilidades de expansão de armazenamento.

São soluções diferentes para bolsos diferentes você deve escolher o que mais vai lhe satisfazer. Apenas você conhece suas necessidades, no entanto você deve conhecer bem as limitações como explicado acima.

Vamos à informação principal, o famoso pulo do gato! Numa câmera temos a Lente que funciona como o olho humano, o CCD como a retina e o conjunto Câmera – Monitor como o cérebro. Veja a imagem abaixo:

Camera

Fator importantíssimo também é a forma na qual as lentes podem capturas as imagens, por isso é importante um bom planejamento, pois dependendo do tipo da lente você pode ganhar ou perder altura, distancia e ângulo de visão entre outros fatores. Veja a imagem abaixo:

Lentes

Hoje existem softwares mais completos sobre CFTV, analógico ou digital. Onde é possível calcular a lente, o armazenamento e até a largura de banda necessária para o bom funcionamento no caso das câmeras IP ou digital. Veja a imagem abaixo:

Sistema

Não podemos nos esquecer dos recursos entre eles os principais são:
BLC (Black light compensator/compensação de luz de fundo) normalmente é comum fonte de luz atrás de objetos, por exemplo, uma pessoa em um caixa eletrônico ou passando por uma porta externa. Quando não há compensação de luz ficam escuras, dificultando assim a identificação. Veja a imagem Abaixo:

BLC

WDR (Wide Dinamic Range/Faixa Dinâmica Ampla) ele normaliza as imagens em locais onde a luz e diferente, com isso ele consegue combinar dois campos e obter a melhor imagem. Veja a imagem abaixo:

WDR

Luz Infravermelho os fabricantes sempre definem por metros o alcance da luz de infravermelho do canhão, portanto fique sempre atento. Veja a imagem Abaixo:

Infravermelho

Portanto com essas poucas informações podemos já ter uma ideia da importância da escolha dos equipamentos, não adianta de nada colocar cem câmeras no supermercado e no momento que mais precisa você não consegue identificar um furtante, por que a imagem esta sem foco ou não consegue dá um zoom.

Também não podemos deixar de fazer uma manutenção em nosso sistema, upgrade quando necessário. Agente só sabe a importância do CFTV quando precisamos.
Não conseguiremos explanar o tema em apenas um artigo, pois o mesmo já ficou longo, então defini nesta parte as definições e o planejamento das tecnologias. Não se esqueçam de deixar seu comentário e curti nossa Fan Page no Facebook e nosso grupo de discussões no Linkedin.
Um forte abraço a todos!

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